TDAH: Os 18 Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Neste artigo, vamos abordar sua definição, sintomas, causas e fatores de risco, o processo de diagnóstico, opções de tratamento e estratégias de gerenciamento. O objetivo é fornecer uma fonte confiável e fácil de entender sobre o TDAH.

Com o crescente interesse na saúde mental, é essencial abordar uma das condições neurobiológicas mais prevalentes no mundo: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O TDAH afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com uma prevalência estimada de 5% entre crianças e 2,5% entre adultos. Este transtorno pode impactar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa, afetando sua habilidade de se concentrar, permanecer organizada e concluir tarefas. Compreender o TDAH é um passo crucial para melhorar a vida desses indivíduos.

Sintomas

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica, comumente diagnosticada na infância, mas que pode persistir na vida adulta. O TDAH é caracterizado por problemas contínuos de atenção, hiperatividade e impulsividade, que são mais severos e frequentes do que o esperado para a idade da pessoa.

Os sintomas do TDAH podem variar significativamente entre os indivíduos, mas geralmente envolvem dificuldades em manter o foco, seguir instruções, organizar tarefas, e um comportamento hiperativo ou impulsivo. Esses sintomas frequentemente levam a problemas na escola, no trabalho, e em relações sociais. Eles também podem coexistir com outras condições, como transtornos de ansiedade e depressão.

Desatenção

O indivíduo com com sintomas de desatenção frequentemente:

  • Deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras
  • Tem dificuldades para manter a atenção em tarefas, como conversas e leituras
  • Parece não escutar quando lhe dirigem a palavra
  • Não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções)
  • Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades
  • Evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares e deveres de casa)
  • Perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (ex: brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais)
  • É facilmente distraído por estímulos alheios às tarefas
  • Apresenta esquecimento em atividades diárias como tarefas domésticas, retornar ligações e manter compromissos

Hiperatividade

O indivíduo com com sintomas de hiperatividade frequentemente:

  • Agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira
  • Abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado
  • Corre ou sobe nas coisas em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação)
  • Tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer
  • Está “a mil” ou muitas vezes age como se estivesse “a todo vapor”
  • Fala excessivamente
  • Dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas
  • Tem dificuldade para aguardar sua vez
  • Interrompe ou se mete em assuntos dos outros (por exemplo, intromete-se em conversas ou brincadeiras).

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Subtipos

Existem três subtipos de TDAH:

  • Predominantemente Desatento
  • Predominantemente Hiperativo-Impulsivo
  • Combinado

No primeiro, a falta de atenção é o sintoma predominante. No segundo, a hiperatividade e impulsividade são mais proeminentes. E no tipo Combinado, os indivíduos apresentam uma mistura dos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Causas e Fatores de Risco

Embora a causa exata do TDAH ainda não esteja totalmente clara, estudos sugerem uma combinação de fatores genéticos e ambientais. As pesquisas genéticas indicam que o TDAH é altamente hereditário, o que significa que frequentemente ocorre em famílias. Além disso, fatores ambientais como a exposição a toxinas durante a gravidez, o consumo de álcool e tabaco pela mãe durante a gestação, e complicações no parto também estão associados a um risco maior de TDAH.

Além dos fatores genéticos e ambientais, existem outras situações que podem aumentar o risco de desenvolver TDAH. Por exemplo, prematuridade, baixo peso ao nascer, e lesões cerebrais na infância podem ser fatores de risco. Além disso, crianças com determinadas condições, como transtorno do espectro autista e transtornos de aprendizagem, têm maior probabilidade de ter TDAH.

Diagnóstico do TDAH

O diagnóstico do TDAH pode ser complexo, pois não existe um único teste para identificar essa condição. Em geral, os profissionais de saúde utilizam critérios diagnósticos específicos, que envolvem a avaliação dos sintomas e o impacto desses sintomas na vida diária do indivíduo. Estes critérios, estabelecidos por instituições como a American Psychiatric Association, exigem a presença de vários sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, que devem ocorrer em mais de um ambiente (por exemplo, em casa e na escola) e causar prejuízo significativo.

As ferramentas e técnicas usadas para o diagnóstico do TDAH incluem entrevistas clínicas detalhadas com o indivíduo e pessoas próximas a ele, como pais e professores, e, às vezes, testes psicológicos ou neuropsicológicos. O objetivo é entender o histórico de comportamento do indivíduo e descartar a presença de outras condições que possam estar causando os sintomas. É importante ressaltar que o diagnóstico do TDAH deve ser feito por um profissional de saúde qualificado, como um psicólogo ou psiquiatra.

Tratamento do TDAH

O tratamento do TDAH é geralmente uma combinação de medicamentos e intervenções psicoterapêuticas. Os medicamentos mais comumente usados incluem estimulantes, que ajudam a melhorar a capacidade de atenção e a controlar o comportamento impulsivo.

No entanto, cada pessoa reage de maneira diferente aos medicamentos, portanto, o médico precisa monitorar cuidadosamente o paciente para ajustar a dosagem e a medicação, se necessário. As intervenções psicoterapêuticas, como terapia comportamental e treinamento de habilidades sociais, também são uma parte essencial do tratamento, especialmente para ajudar a lidar com os problemas cotidianos causados pelo TDAH.

Medicamentos para TDAH disponíveis no Brasil

Existem vários medicamentos disponíveis para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no Brasil. No entanto, a escolha do medicamento depende de vários fatores, incluindo a gravidade dos sintomas, a idade do paciente, a presença de outras condições médicas e a resposta do paciente a tratamentos anteriores. Aqui estão alguns dos medicamentos mais comumente usados para o TDAH no Brasil:

  1. Ritalina (Metilfenidato): Esta é uma das medicações mais prescritas para o TDAH. A Ritalina ajuda a aumentar a atenção e diminuir a impulsividade e a hiperatividade em pacientes com TDAH. Ela está disponível em duas formas: de liberação imediata (Ritalina) e de liberação prolongada (Ritalina LA).
  2. Concerta (Metilfenidato): Este é outro medicamento baseado em metilfenidato, mas é de liberação prolongada, o que significa que ele libera a medicação ao longo do dia. Isso pode ser útil para pessoas que têm problemas para lembrar de tomar vários comprimidos ao dia.
  3. Venvanse (Lisdexamfetamina): Este medicamento é um pró-fármaco de anfetamina, o que significa que se converte em anfetamina no corpo. É usado para tratar o TDAH em crianças, adolescentes e adultos. Ele ajuda a aumentar a atenção e a diminuir a impulsividade e a hiperatividade.
  4. Strattera (Atomoxetina): Este é um tipo diferente de medicamento para o TDAH porque não é um estimulante. É um inibidor seletivo da recaptação de norepinefrina, e é usado para aumentar a atenção e diminuir a impulsividade e a hiperatividade em pacientes com TDAH. Pode ser uma boa opção para pessoas que não podem tomar estimulantes.

É importante notar que todos estes medicamentos podem ter efeitos colaterais, e a decisão de usar qualquer um deles deve ser tomada em conjunto com um profissional de saúde. Cada paciente é único, e o que funciona melhor para um pode não funcionar tão bem para outro. O processo de encontrar o medicamento certo para o TDAH pode envolver alguma tentativa e erro, e requer paciência e comunicação aberta com o médico.

Efeitos colaterais

Os medicamentos para o TDAH podem causar vários efeitos colaterais, embora nem todos os pacientes os experimentem. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:

  1. Ritalina (Metilfenidato) e Concerta (Metilfenidato):
    • Insônia
    • Redução do apetite
    • Dor de estômago
    • Dor de cabeça
    • Aumento da frequência cardíaca e pressão arterial
    • Irritabilidade ou nervosismo
    • Tiques motores
  2. Venvanse (Lisdexamfetamina):
    • Secura na boca
    • Perda de apetite e perda de peso
    • Insônia
    • Aumento da frequência cardíaca e pressão arterial
    • Ansiedade
    • Náusea ou vômito
  3. Strattera (Atomoxetina):
    • Dor de estômago
    • Náusea ou vômito
    • Redução do apetite
    • Tontura
    • Fadiga
    • Alterações de humor

Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa, e muitos diminuem após o corpo se acostumar com a medicação. No entanto, é importante monitorar cuidadosamente os efeitos colaterais e comunicá-los ao médico, pois podem ser necessários ajustes na dose ou na medicação. Além disso, algumas destas medicações não devem ser interrompidas abruptamente, pois isso pode causar sintomas de abstinência. Sempre consulte o médico antes de fazer qualquer alteração na medicação.

Estratégias de Gerenciamento do TDAH

Adultos

Para adultos com TDAH, o gerenciamento efetivo do transtorno muitas vezes envolve uma combinação de tratamentos médicos e estratégias comportamentais. Além do uso de medicação prescrita, os adultos podem beneficiar-se de:

  • Uso de ferramentas de organização, como agendas e aplicativos de gerenciamento de tempo, para auxiliar na realização de tarefas e na manutenção do foco.
  • Técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação e exercícios físicos regulares
  • Terapia cognitivo-comportamental pode oferecer estratégias práticas para lidar com as dificuldades cotidianas associadas ao TDAH.

Crianças

Para crianças com TDAH, a família e a escola desempenham um papel fundamental no gerenciamento do transtorno.

Em casa, os pais podem:

  • Criar uma rotina estruturada
  • Fornecer instruções claras e concisas
  • Usar sistemas de recompensas para encorajar comportamentos positivos.

Na escola, os professores podem:

  • Oferecer pausas frequentes
  • Fornecer tarefas de casa mais curtas
  • Utilizar estratégias de ensino diferenciadas para acomodar as necessidades de aprendizagem da criança

Além disso, as intervenções terapêuticas, como terapia comportamental e treinamento de habilidades sociais, podem ser muito úteis.

Conclusão

Com a crescente conscientização sobre a saúde mental, é crucial compreender condições como o TDAH. Ao equiparmo-nos com conhecimento e compreensão, podemos apoiar melhor aqueles que lidam com esse transtorno e ajudá-los a alcançar uma vida mais produtiva e satisfatória.

Se você ou alguém que você conhece está apresentando sintomas de TDAH, é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde qualificado. Lembre-se, o TDAH é um transtorno gerenciável e, com o tratamento adequado, os indivíduos com TDAH podem levar uma vida plena e gratificante.

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